A partir da polêmica decisão da Suprema Corte de Justiça norte-americana concluindo que uma corporação, aos olhos da lei, é uma “pessoa”, são analisados os poderes das grandes corporações no mundo atual.
A exploração da mão-de-obra barata no Terceiro Mundo e a devastação do meio ambiente são alguns dos fatos explorados, que entrevistam presidentes de corporações como a Nike, Shell e IBM, além de Noam Chomsky, Milton Friedman e Michael Moore.
São mais de duas horas de documentário que passam rápido. De edição rápida e denúncias (não tão inéditas assim) contundentes, A Corporacão é um documento que serve não somente como peça artística , mas também como denúncia social.
Talvez o maior propósito de A Corporação não seja somente alertar, mas sim documentar tristemente que, uma vez inseridos no capitalismo, é impossível fugir dos domínios mercadológicos das corporações.
Não que eu ou você podemos fazer algo contra as corporações que, como pode ser visto nesta produção, nos dominam, uma vez que estamos completamente afundados desse tipo de economia. O que se pode é exercer uma função vigilante em relação às suas atitudes, e é exatamente esse o despertar dado pelo documentário.
Com dez anos na estrada, o grupo Funk Como Le Gusta, composto por Kuki Stolarski (bateria), James Mü (percussão e voz), Sérgio Bártolo (contrabaixo), Emerson Villani (guitarra, violão e voz), Eron Guarnieri (teclado, escaleta e voz), Kito Siqueira (sax barítono e alto), Hugo Hori (sax tenor e flauta), Tiquinho (trombone), R16t (trompete, flugel horn e voz) e Jorge Ceruto (trompete e voz), já lançou 3 álbuns autorais, um de remixes e 1 DVD.
Considerado uma referência na música negra brasileira, o Funk Como Le Gusta faz uma empolgante mescla com grooves do soul, funk, samba-rock, hip-hop e sons latinos. Sempre com sua agenda de shows lotada, o grupo mostra os sons dos discos “Roda de Funk” (1999), “F.C.L.G.” (2004), do álbum duplo “A Cura Pelo Som” (2011) e do DVD “Funk ‘Ao Vivo’ Como LE Gusta” (2005).
Revolucionário, lenda, um dos mais importantes artistas do século XX. Quando o assunto é Miles Davis, artista que mudou os rumos do jazz e da música pop, estas definições vão além do lugar comum. Entre experiências, criações, polêmicas, drogas e momentos de obscuridade, Davis mostrou a tensão e o conflito de sua arte extremamente negra.
Depois de passar por períodos criativos e anos de isolamento e recuperação, aos 65 anos, em setembro de 1991, o mais influente dos músicos de jazz morreu de pneumonia, falha respiratória e ataque cardíaco.
Parte da trajetória do artista esteve na exposição Queremos Miles – Miles Davis, Lenda do Jazz, mostra que ficou em cartaz até 22 de janeiro, no SESC Pinheiros, em São Paulo.
Nascido em 1926, em Illinois (EUA), no seio de uma família de classe média – o pai era dentista e a mãe tocava piano e violino – Miles Dewey Davis III teve uma vida diferente da de outros ícones do jazz. Com um ano de idade,sua família mudou-se para St. Louis (EUA), cidade onde Miles Davis foi apresentado ao jazz. Aos 13 ganhou seu primeiro trompete e as orientações de Clark Terry. Com 16 anos fez parte da The Blues Devils, banda de Eddie Randall.
Em 1944, Davis encontrou duas peças fundamentais para a definição do jazz moderno: o saxofonista Charlie Parker e o trompetista Dizzy Gillespie. A experiência com os músicos na Orquestra de Billy Eckstine não foi boa, entretanto, Miles continuou estudando e dedicando seu tempo ao jazz. Começa aí uma série de revoluções estéticas acompanhadas de manifestações contra o racismo norte-americano.
No final da década de 40, Miles ganhou destaque no bebop. Nos anos 1950, foi um dos criadores do cool jazz. Com o passar do tempo, Davis teve participação efetiva na criação do hardbop.
As transformações provocadas por artista inquieto continuaram. Nos 70, com a radicalização da elitrificação, Mile Davis abriu caminho para o “jazz-rock”, estilo chamado de fusion. Na década de 80, enfrentando críticas dos mais consevadores, o jazzista se aproximou da música pop e criou estrutura para o surgimento do jazz rap e do acid jazz.
Drogas Nas décadas seguintes, Miles Davis tornou-se mais um dependente de heroína. Sua carreira entra em baixa até 1954, ano em que passa por um processo de desintoxicação. De 1975 até 1980, a obra de Davis ficou estagnada. Passando por uma recuperação de um problema na bacia, o músico ficou isolado em casa consumindo cocaína.
Discografia Conheça a obra do músico em seusite oficial
O Reviravolta Máfia é um coletivo formado em 2001 por grupos que vão do rap gospel ao gangsta. Eazy Kaos, Erick12, Fex Bandollero, Pacheco, Man, F.A.S., Vigilantes MC’s, Sooblime, Don King, Preto Gênio, Xandão, Voz Negra, 51/50, Thug Black, Reflexxão, Gueto Organizado, Toroká, Dj Vila, Douglas e Rafael Faro fazem parte da banca de DJs, MCs, videomakers e produtores.
Conhecidos no cenário rap por suas letras fortes, instrumentais diferenciados e postura militante, os membros do coletivo também desenvolvem projetos separados.
A mixtape “Conquista”, o CD “Vida Nova”, do rapper Fex, e “Assim é o Recomeço”, do grupo Religare, são os mais recentes trabalhos dos integrantes Reviravolta Máfia.
Fenômeno do rap e mais novo parceiro da MuroBR fala sobre seus projetos e a responsabilidade de ser MC
MuroBR – Como estão os preparativos para o lançamento do DVD? Projota -O DVD está em processo de edição, principalmente por ter sido gravado com câmeras fotográficas, fato que não possibilitou a edição feita na hora. Então, os preparativos estão sendo colocados em prática, como parcerias para fabricação e, em abril, todo mundo pode aguardar pancada nas ruas.
MuroBR – Como está o processo de gravação da sua mixtape com o Rashid? Projota -Por conta da quantidade de shows, ficamos impossibilitados de lançar a mixtape ainda em 2011. Seguramos, mas agora, com essa data para o DVD e o Rashid fazendo também um novo trabalho, vamos ser cautelosos, trabalharemos com calma pra colocar nas ruas um disco realmente bem feito. E esperem aí pro meio do ano que vem, teremos mais pancada.
MuroBR – Suas músicas expressam seu estilo de vida e como você vê a realidade atual. A ideia de produzir camisetas também agrega estes conceitos? Projota -Eu, como fã de rap, consumi bastante camisetas dos artistas que eu admirava, tive camiseta do SNJ, do Marechal, do Racionais. Em tudo que eu conseguia guardar uma grana eu comprava essas roupas. Acho que vestir a camiseta lhe faz se sentir ainda mais parte da proposta e, de alguma maneira, lhe faz demonstrar que você faz parte de um movimento cultural. Apresentaremos camisetas que expressam muito nossas ideias, através de alguma frase ou imagem. Isso é mais uma forma de mostrar nossa arte, não através da musica, mas sim da escrita na roupa.
MuroBR – Como você lida com a ideia de milhares de jovens repercutirem e reproduzirem seu discurso? Projota -É a grande responsabilidade que carrega o rapper, ele trata de assuntos e ideias que formam opinião. No meu caso, tem esse agravante: o fato de muitos adolescentes me ouvirem fielmente. Por conta disso, me mantenho ainda mais focado, procuro não deixar que esse aspecto interfira na minha criação, pois não posso ter medo de falar minhas verdades, mas calculo que o resultado de uma ideia mal interpretada pode gerar uma bagunça na cabeça de um moleque, então sigo de olhos abertos, procurando ser realmente uma boa referência. Agradeço a Deus por ter me permitido fazer parte diretamente da vida de milhares e milhares de pessoas, exatamente nesta fase da vida delas, onde eu posso fazer a diferença mais nitidamente.
MuroBR – Você acha que seus fãs e seguidores poderão amplificar a mensagem do hip-hop ao utilizar as camisetas Projota – MuroBR? Projota -Se me permitir a honra de carregar comigo a bandeira do rap, a bandeira do hip-hop, assim como faço todos os dias, acreditarei que através da divulgação da mensagem do Projota-MuroBR, cada pessoa que vestir uma camiseta minha, estará amplificando a mensagem do hip-hop.
O Só Pedrada Musical lançou a mixtape oficial em comemoração aos cinco anos do blog, no ano de 2011. Sound Library está disponível para download, o trabalho também é parte integrante das camisetas criadas pelos artistas cariocas João Lelo e Vagner Donasc, em parceria com a MuroBR.
“Procurei misturar tracks que foram sampleadas por nomes como Ogi, J. Dilla, Jurassic 5, Jay-Z, Mos Def, Talib Kweli, Madlib, MF DOOM, DJ Revolution entre outros, e faixas que (ainda) não foram sampleadas, mas que rendem ótimas idéias”, afirma DJ Tamenpi eu seu blog.
Experimentalismo, dub e jazz temperados com muito groove, poesia e liberdade estética. Músicos que entrelaçam a energia analógia e recursos digitais. Acordes, efeitos, citações e colagens de toca-discos. Este é o Projetonave, expoente da música alternativa que transita com desenvoltura entre os espaços do hip-hop e, ao vivo, proporciona uma experiência contagiante. Semanalmente, o grupo se apresenta no “Manos e Minas”, da TV Cultura. Ao lado de outros músicos, DJs e MCs, o Projetonave faz diferentes performances em cada edição do programa . O coletivo espalha pelos quatro cantos do país os sons de seus dois CDs lançados: “Projetonave Volume 1″ e “Projetonave Volume 2″.
No dia 17 de março, a banda lançará o DVD Projetonave 10 Anos, emSanto André.
Promoção
Enquanto você escuta os sons da banda Projetonave, se liga nessa: até meia-noite do dia 28 de fevereiro, a camiseta Projetonave Macaco (cor branca) está com o preço promocional de R$ 15, 00 (quinze reais). Você vai perder?
Aproveite esta promoção e vista a camiseta que representa sua atitude e seu estilo despojado.